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Meios de comunicação cristãos não conseguem combater violência

Na análise de líderes religiosos, em El Salvador os meios de comunicação cristãos não aliviam a violência. “Nossas mensagens não entraram na consciência de quem integram as gangues juvenis, nem daqueles que também ocasionam violência estrutural”, disse, consternado, o bispo da Igreja Luterana Salvadorenha, Medardo Gómez.

Susana Barrera
San Salvador, quinta-feira, 8 de julho de 2010

Líderes de igrejas históricas foram convidados a debater sobre a violência presente em El Salvador num novo espaço da rádio Minha Gente, chamado “A Mesa de Deus”. Durante o programa, dirigido pelo pastor William Chamagua, os religiosos fizeram um mea culpa sobre as mensagens que igrejas e meios de comunicação difundem.

“Devemos revisar nossas mensagens e, também, os que enviamos pela grande quantidade de meios de comunicação cristãos. Apesar dessas mensagens, a violência não baixa”, assinalou o bispo Martín Barahona, da Igreja Anglicana de El Salvador.

O dial abriga mais de uma dezena de rádios cristãs de diferentes denominações. A última rádio comunitária inaugurada pertence à Igreja Luterana. No país também existe um grande número de emissoras de televisão, boa parte delas pentecostais. A última emissora foi inaugurada recentemente e é propriedade do Tabernáculo de Avivamento Internacional (TAI), dirigida pelo pastor Carlos Riva.

Para Rivas, os pastores são chamados a ser “profetas de esperança”, a difundir os valores do Reino acima de qualquer ideologia. “Estamos vivendo uma violência multicausal, que se manifesta na intolerância, na vida doméstica, nas igrejas e até nos meios”, reiterou.

A América Central é considerada pelas Nações Unidas a região mais violenta do mundo que não está em guerra. Em El Salvador, país dessa geografia, com 5,7 milhões de habitantes, ocorrem 13 homicídios por dia, segundo dados oficiais.

Em contraste com os meios cristãos, os seculares destacam, na maior parte de suas edições informativas, os níveis de insegurança que o país vive. “No meio de tanta tragédia precisamos vozes de esperança. Como é possível que um país onde nove de cada dez habitantes diz ser cristão a violência cresce”, questionou o pastor Miguel Tomas Castro, da Igreja Batista.

Os debatedores aproveitaram para celebrar o novo espaço radial, cujo objetivo, segundo Chamagua, seu diretor, é dar voz às igrejas. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras à noite. A produção convida lideres de diferentes religiões para opinarem sobre a realidade nacional, em interação com os ouvintes.

 

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