Os resultados da Convocatória, organizada pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), podem ser julgados de modo melhor em termos de cooperação e colaboração do que por declarações e manifestos, disse Marie.
A Convocatória não é um corpo decisório que adota posições formais, mas uma convocação para construir entendimento e conexões, lembrou a professora.
Os quatro temas da Convocatória conectam a paz com pessoas e povos, com um lugar e com a santidade da vida. Os quatro temas são Pela Paz na Comunidade – para que todas as pessoas possam viver livres do medo, Paz na Terra – para que a vida seja sustentável, Pela Paz no Mercado – para que todos possam vivem com dignidade, e Pela Paz entre os Povos – para que vidas humanas possam ser protegidas.
A Convocatória encerra a Década para a Superação da Violência, declarada pelo CMI em 2001. O encontro de Kingston deve favorecer a constituição de instituições ou redes teológicas direcionadas a temas e tópicos específicos da paz justa.
Também contribuirá para o desenvolvimento de uma teologia ecumênica e de um consenso sobre Justa Paz, tema que ganhará especial destaque na Assembleia do CM, agendada para 2013.
Favorecendo iniciativas que conectem a unidade cristã ao testemunho da igreja pela paz, a Convocatória pretende gerar recursos e atividades para culto e para educação pela paz, incluindo o Dia Internacional pela Paz, o Ciclo Ecumênico de Oração e a Semana de Oração pela Unidade Cristã.
O encontro favorece o diálogo inter-religioso e a cooperação em assuntos relacionados à paz, incluindo a participação na Semana Mundial de Harmonia Inter-religiosa promovida pela Organização das Nações Unidas.
Os mais de 1 mil representantes de 348 igrejas membros do CMI presentes à Convocatória compartilharão experiências e compromisso com o mundo através de uma mensagem que convidará igrejas e pessoas a continuarem a caminhada para uma Justa Paz.