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Mensagem do Conselho Mundial de Igrejas para Pentecostes 2011

Quando o Espírito Santo descer sobre vocês, receberão poder (Atos dos Apóstolos 1,8)

ALC/CMI
Genebra, sexta-feira, 10 de junho de 2011

A promessa do Cristo ressuscitado antes de sua ascensão cumpriu-se no dia de Pentecostes, revelando-se em dois tipos de poder: num estrondo “como de um vento forte” e em “línguas como de fogo” (Atos dos Apóstolos 2, 2-3) A vinda do Espírito Santo é indescritível e por isso o evangelista Lucas utiliza a palavra “como”.
 
Esse forte vento renova completamente a atmosfera, cria um novo clima que dá lugar a um meio vivificante de alento e energia. Essa energia “encheu toda a casa onde estavam”. Os discípulos se encontraram submersos, imersos, “batizados” por essa energia divina, tal como o Senhor lhes tinha anunciado: “mas vocês sereis batizados com o Espírito Santo dentro de não muitos dias” (Atos dos Apóstolos 1,5).
 
As “línguas como de fogo” simbolizam o outro tipo de poder. Trata-se de uma manifestação da energia incriada de Deus. O fogo queima, esquenta, alumia. O Espírito Santo atua no mundo “como” o fogo, queimando o que é perigoso ou inútil, mas também esquentando, reconfortando e fortalecendo. O Espírito Santo será sempre uma fonte de iluminação, que revela a verdade sobre o mistério da Santa Trinidade e da existência humana.
 
O Espírito Santo chega num momento em que “estavam todos juntos no mesmo lugar” (Atos dos Apóstolos 2,1), durante uma celebração de ação de graças, “o dia de Pentecostes”. Chega durante uma reunião dos fiéis, “no meio dos irmãos”, que eram “como cento vinte em número” (Atos 1,15), para transformar a reunião na Igreja do Deus Trino e Uno. O “vento rijo” não provem da terra, senão “do céu”, do “Pai nos céus”. A presença ardente se reparte em línguas “assentando-se sobre cada um de eles”. É dessa maneira que se revela a relação direta entre o Espírito e a Palavra de Deus (o Logos), assim como o caráter pessoal dos dons divinos. O Espírito nos revelará a Cristo como Senhor e Salvador (1 Coríntios 12,3) e o levará, junto com sua graça, ao coração humano. O Espírito Santo continua a obra salvadora de Cristo, no espaço e no tempo, irradiando a energia divina, de forma às vezes incompreensível para a mente humana. “O vento (pneuma) sopra onde quer” (João 3:8).
 
O poder que os discípulos receberam no dia de Pentecostes com a vinda do Espírito Santo não só faz referência ao seu progresso espiritual e crescimento pessoal. Não se trata unicamente de uma iluminação individual, de um estado de êxtase para que apenas eles o desfrutassem. É um poder que se outorga para a transmissão do Evangelho da salvação a toda a terra habitada, oikoumene, para que se continue o trabalho de transformação do mundo, a obra que Cristo iniciou: “Porém, quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judeia, na Samaria e até nos lugares mais distantes da terra” (Atos 1, 8). Os discípulos, que até então se tinham mostrado temerosos, convertem-se em valentes apóstolos, a quem foi encomendado de dar prosseguimento ao ministério de Cristo no mundo. E a Igreja se converte para sempre em “apostólica”.
 
O firme de desejo de todo crente é o de converter-se num templo do Espírito Santo, para que, através da maturidade dos frutos do Espírito, sua personalidade se aperfeiçoe (Gálatas 5,22), de modo que possa converter-se em portador do Espírito de amor, verdade, santidade e reconciliação em seu meio, tanto para aqueles que estão perto como longe, e contribuir à renovação constante da humanidade.
 
Cada ano a celebração de Pentecostes brinda uma nova oportunidade a todas as comunidades eclesiais e a cada um de nós para viver na Eucaristia e na doxologia da vinda e do dom do Espírito Santo; para renovar nossa confiança no poder do Espírito e para implorar com toda a intensidade de nossa alma:
 
Santíssimo Espírito, “vem e more em nós, purifica-nos de toda mancha”.
 
Fortalece nosso valor e nossa determinação.
 
Renova o alento e o poder da Igreja.
 
E concede-nos a capacidade de converter-nos, no mundo atual que sofre, em “mártires” da cruz e da Ressurreição, em testemunhas da justiça, da paz e da esperança.
 
 Arcebispo Dr. Anastasios de Tirana e Toda Albânia, Igreja Ortodoxa da Albânia
 
 
Sr. John Taroanui Doom, Igreja Protestante Maohi (Polinésia Francesa)
 
 
Pastor Dr. Simon Dossou, Igreja Metodista de Benín
 
 
Pastor Dr. Soritua Nababan, Igreja Cristã Protestante Batak (Indonésia)
 
 
Pastora Dra. Ofelia Ortega, Igreja Presbiteriana Reformada de Cuba
 
 
Patriarca Abune Paulos, Igreja Ortodoxa Tewahedo, da Etiópia
 
 
Pastora Dra. Bernice Powell Jackson, Igreja Unida de Cristo (EE.UU.)
 
 
Dra. Mary Tanner, Igreja da Inglaterra

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