O secretário executivo para a América Latina e o Caribe do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Carlos Emílio Ham, e o correspondente de comunicação, Marcelo Schneider, apresentaram a representantes de denominações da Argentina, na quarta-feira, 9, informações básicas sobre a X Assembleia Geral do organismo ecumênico internacional, que terá lugar em Busan, na Coréia do Sul, de 30 de outubro a 8 de novembro do próximo ano.
O tema da assembleia será “Deus de Vida, Conduza-nos à Justiça e à Paz”. Essa será a primeira vez que o CMI, fundado em 1948, reunirá seu encontro maior no continente asiático. O CMI esteve reunido, para a IX Assembleia, em Porto Alegre, em fevereiro de 2006.
A assembléia é a expressão viva das 349 igrejas membro do CMI que se reúnem no evento para orar, celebrar e tomar decisões. O CMI é a maior e mais diversa reunião de cristãos em escala mundial. A assembleia deverá receber 825 delegados das igrejas e mais de 4 mil participantes, sócios ecumênicos e representantes de outras igrejas da ecumene mundial.
Fundamentalmente, a assembleia é um espaço que permite às igrejas membros e aos sócios ecumênicos avançarem para uma visão e entendimento comum do mundo daquilo que o Evangelho anuncia; celebrar o Deus da vida e refletir em torno da Palavra de Deus. É um momento, também, quando se avalia o trabalho dos programas do Conselho e se fixam prioridades de ação para os próximos anos.
Momentos
Cada dia de encontro na assembleia começará e finalizará com orações e celebrações litúrgicas. Ademais, ocorrerão estudos bíblicos focados na temática da assembleia, isto é, centrar-se-ão em períodos da história bíblica em que a vida se viu ameaçada, e nos momentos em que, por meio da graça de Deus, prevaleceram a justiça e a paz.
Em Busan serão realizadas oito sessões plenárias temáticas. Quatro delas apresentarão as dificuldades mundiais com as quais as igrejas podem confrontar de maneira conjunta e darão conta de que maneira os interlocutores ecumênicos trabalham juntos para vencer esses desafios. Uma série de “conversas ecumênicas”, destinadas a fomentar o debate sobre questões de interesse comum, terão a finalidade de contribuir para a configuração de uma agenda ecumênica comum para o período posterior à Assembléia de Busan.
Com o fim de alentar o intercâmbio de dons e experiências entre os participantes será desenvolvido um programa chamado “Madang” - palavra de origem coreana que denota reunião, encontro, comunidade, celebração, família, mas que ao mesmo tempo tem uma conotação de espaço físico -, na mesma linha do que foi o “Mutirão” na Assembleia de Porto Alegre. Aquele programa consistirá no desenvolvimento de oficinas, exposições, atividades especiais, atuações, obras de teatro, artes visuais, espaços de debate, encontros culturais.
Delegados das igrejas membros e representantes oficiais dos sócios ecumênicos dedicarão uma parte importante do tempo ao trabalho institucional, como a possíveis mudanças no sistema de governo, eleições e recepção de relatórios, avaliação do trabalho dos comitês da assembleia.
Preparo
É importante que as igrejas vão se preparando para a Assembleia de Busan. Para isso, é necessário inteirar-se do processo que se dará nas regiões. No caso do Rio da Prata (Uruguai, Paraguai e Argentina) se tentará aproveitar o espaço do encontro regional do Conselho Latino-Americano de Iglesias (CLAI) para a mesma região, em data e lugar ainda não definidos.
Com 3,7 milhões de habitantes, Busan é a segunda maior cidade da Coréia do sul, situada na costa sudeste do país, a 325 da capital. A cidade é um importante centro industrial, comercial e cultural, onde está localizado o maior porto do país, no estreito do vale do Rio Nakdong.