“Estamos cansados da discriminação e da falta de apoio das autoridades. Queremos que ser tratados de modo igual e que acabem os crimes de ódio”, disse o coordenador da Alternativa Nicaragüense de Diversidade Sexual (Andisex), Luis Torres.
Ele pediu das autoridades nicaraguenses uma declaração oficial para o Dia Nacional de luta Contra a Discriminação por Orientação Sexual e Identidade de Gênero.
A Andisex divulgou nota oficial solicitando o fim de abusos e discriminações contra lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e transsexuais, e que se fortaleçam os operadores da Justiça na defesa da diversidade sexual.
A petição teve o respaldo do Procurador para a Defesa dos Direitos Humanos na Nicarágua, Omar Cabeças.
O deputado sandinista Carlos Emílio López disse que a proposta foi incluída no projeto do Código da Família que está em processo de aprovação na Assembleia.
Por sua vez, o deputado sandinista Carlos Emilio López, disse que essa proposta já está incluída no projeto de Código de Família que está em processo de aprovação, no particular na Assembléia.
“O conceito de família foi ampliado, definindo o termo como laços obtidos, seja por consanguinidade ou por relação de afinidade. Uma mãe com seus filhos é uma família, assim como um pai com os seus filhos, um avô com seus netos, um tio com seus sobrinhos”, explicou o deputado.
Cabezas frisou que há avanços nos direitos das pessoas em torno da diversidade sexual na Nicarágua e considerou oportuno que os casais homossexuais com filhos, nascidos de relações heterossexuais, também sejam incluídos no conceito de família.
O pastor batista Marcelino Basset comentou que a homossexualidade é parte da natureza humana. “Atacar os pecados do outro e minimizar nossas faltas é o que ocorre muitas vezes. A Bíblia diz muito pouco sobre o tema da homossexualidade. Isso é surpreendente, já que fontes não canônicas indicam que o fenômeno era bem conhecido nos tempos tanto do Antigo como do Novo Testamento”, disse.