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Modelos clássicos de diálogo pela paz estão ultrapassados, destacam líderes ecumênicos

Apesar da existência de iniciativas de paz, a Colômbia ainda é dominada pelas políticas de guerra e a violência domina como força produtiva e de poder, diz documento emitido por 40 líderes católicos, protestantes e pentecostais reunidos nos dias 27 e 28 de junho, na capital, para uma articulação ecumênica em defesa da paz no país.

ALC
quarta-feira, 4 de julho de 2012

O governo do presidente Juan Manuel Santos recorre a uma estratégia de solução militar ao conflito interno, dizem os líderes de igrejas e de organizações eclesiais. Já os grupos armados da guerrilha reacomodaram sua estratégia para manter a guerra, embora não busquem de imediato a tomada de poder, mas a conquista de espaços para chegar ao poder. O conflito ganha contornos naquelas áreas onde está prevista a implantação de projetos energéticos e de mineração.

"Ante essa lógica militarista, vemos que a solução do conflito não depende dos atores armados", mas de propostas criativas inovadoras. "Não é mais possível construir a paz com modelos clássicos de negociação entre os armados, pois essas estão esgotadas", assinalam os religiosos.

Ele destacam que a paz não se alcança por decreto ou silêncio da armas, mas é um processo, um caminho "no qual são desconstruídos os imaginários da violência e do abuso do poder que temos instalados em nossas mentes e estruturas sociais".

Os líderes ecumênicos admitem que na formação para a paz é preciso começar a desconstruir os imaginários bíblico-teológicos que dão sustentação à violência e em seu lugar construir imaginários que primem pelas relações de paz e justiça entre os seres humanos e a com a Criação.

Os representantes das igrejas que participaram do encontro reclamam participação com protagonismo em todos os cenários de construção da paz. "Isso significa que não delegamos nem aos atores armados ilegais, nem ao governo a construção da paz", frisam.

 

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