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Paz e Esperanza pede apuração dos responsáveis pelas mortes em Cajamarca

Ante os recentes fatos de violência ocorridos na província de Cedelín, região de Cajamarca, que mataram três pessoas e feriram dezenas de civis e policiais, a Associação Paz e Esperanza emitiu nota de solidariedade aos familiares das vítimas e exigiu uma solução justa e pacífica ao conflito mineiro-ambiental da região.

Rolando Pérez
Lima, quinta-feira, 5 de julho de 2012

Morreram nos conflitosJosé Faustino Silva Sánchez, 35 anos, Eusebio García Rojas, 48 anos, e Marcial Medina Aguilar, de 17 anos.

“Assistimos à crônica de uma tragédia anunciada", diz o organismo evangélico. O diretor executivo de Paz e Esperança, Germán Vargas Farías,  acusa governo e autoridades de Cajamarca por apostarem numa saída violenta para o conflito em torno do projeto minerador Conga.

A ineptidão do Poder Executivo ficou evidente no conflito. Vagas lembrou que o presidente Ollanta Humala comprometeu-se a incentivar a iniciativa privada sobre recursos naturais, mas em condições de respeito às populações, aos trabalhadores e ao meio ambiente.

Paz e Esperança recriminou, também, a violenta detenção do líder ambientalista Marco Arana. Tal ação pretende amedrontar a iniciativa da sociedade civil de Cajamarca, impondo um estilo repressivo similar ao usado pelo presidente Alan García.

“O Poder Executivo deve assumir sua responsabilidade de governar democraticamente, respeitando os direitos de todos, inclusive de quem dissente de seus projetos e modelo econômico, os dirigentes sociais devem renunciar à violência como método para reivindicar seus direitos”, assinalou Vagas.

A nota de Paz e Esperança assinala que uma forma genuína de expressar as condolências aos familiares das vítimas e ao povo de Cajamarca é se comprometer na resolução do conflito com justiça, e isso pressupõe que os responsáveis pelas mortes dos três manifestantes sejam apontados e punidos.

Os protestos contra o projeto Conga começaram em novembro de 2011, em Cajamarca, mas faz mais de um mês do que várias organizações sociais entraram em greve, por entenderem que a implantação do projeto trará sérios prejuízos aos recursos hídricos da região.

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