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Decepção com a Rio+20 motiva jovens a promover a eco-justiça

Projeto Criatude icentiva jovens a agiram no âmbito local.

Susan Kim
Genebra, sexta-feira, 20 de julho de 2012

Raquel Kleber acompanhou a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em junho, também conhecida como Rio+20. Ela integra a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, é estudante de Relações Internacionais e participou do “Criatitude", um projeto educativo nacional dirigido a desenvolver atitudes criativas para fomentar o desenvolvimento sustentável e a eco-justiça.

Os resultados da Rio+20, como assinalaram defensores da justiça social e ecológica, não foram suficientemente concretos nem ambiciosos, antes representam uma decepção, também para Raquel e outros colegas que participaram do Criatitude. Mas ela vê na Rio+20 um motivador para transformar a inanição política em ações políticas de âmbito local.

"Efetivamente, a Rio+20 foi uma decepção para nós", declarou. "Mas os jovens de Criatitude encarnam a esperança e a possibilidade de mudança que serão os verdadeiros artífices do futuro que queremos. Os 40 jovens de Criatitude estão realmente motivados para levar a cabo projetos de eco-justiça no âmbito local", afiançou.

Raquel converteu-se numa líder do movimento pela justiça ecológica e esforça-se constantemente por ampliar seus conhecimentos. Em maio, antes de acompanhar a Rio+20, ela participou da "Conferência virtual sobre uma FLM verde e justa", promovida pela Federação Luterana Mundial (FLM).

Raquel também se serviu da experiência que adquiriu em “Juventude para a Eco-justiça”, um evento organizado conjuntamente pelo Conselho Mundial de Iglesias (CMI) e aFLM em 2011. Depois de duas semanas de formação sobre ecologia e política da justiça ecológica.

"Essa oportunidade de desenvolvimento de capacidades proporcionada pelo CMI e a FLM foi decisiva para a realização desse projeto", disse.

O trabalho do CMI em matéria de eco-justiça dá-se através da Rede Ecumênica da Água, o projeto de Criação e Justiça Climática, e o projeto Pobreza, Riqueza e Ecologia.

O secretário regional da Federação Universal de Movimentos Estudantis Cristãos da América Latina e do Caribe, Marcelo Leites, é outro jovem que está empreendendo esforços para levar a eco-justiça até as bases.

Marcelo participou de projetos a longo prazo e de amplo alcance para a eco-justiça, com o objetivo de reforçar a capacidade do movimento ecumênico, dos líderes da juventude e das organizações de trabalho social na América Latina. Na Rio+20, ele apresentou mostra fotográfica intitulada "Ação Criação", que mostrava uma série de imagens fascinantes relacionadas com a questão da água e a justiça.

"A exibição nos fala das questões cruciais no âmbito local através das histórias das comunidades que, dia após dia, se vêem afetadas pela injustiça relacionada com o acesso à água", explicou Marcelo.

Passara a Rio+20, a exposição será levada para a Argentina, Peru, Bolívia, Equador, Paraguai, Colômbia e Brasil. "Estamos criando um espaço no qual a sociedade civil pode se fazer partícipe das iniciativas artísticas que jovens empreendem sobre questões relacionadas com a justiça no acesso à água", disse.

Como Raquel Kleber, Marcelo *Leites participou nas sessões formativas de “Juventude para a *Ecojusticia” que tiveram lugar em 2011 e declarou que a experiência foi crucial para ele, já que lhe permitiu conceitualizar e desenhar o marco de seu trabalho pela eco-justiça.

Susan Kim é uma redatora independente de Loureiro, Maryland, EUA.

 

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