Apesar de representar 70% dos 14,7 milhões de guatemaltecos, a juventude não conta com a atenção prioritária do Estado, tanto que 25% dos jovens não têm um trabalho digno e a expectativa média de vida é de apenas 30 anos. O título do documento elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) indaga "Guatemala: um país de oportunidades para a juventude?"
O relatório foi lido em público, na segunda-feira, no Teatro Nacional, pela profissional que o coordenou, Linda Asturias, na presença do presidente da República, Otto Pérez Molina. A falta de coerência nas políticas para a juventude de governos anteriores levou a esses resultados, justificou Molina
“Enquanto Guatemala não contar com uma lei nacional da juventude que dê suporte à criação de instituições com respaldo financeiro, existe o risco de que cada administração governamental siga desenhando instrumentos de política nacional que nunca chegarão a se concretizar", arrola o documento.
Por isso o banditismo é, muitas vezes, a única opção da juventude diante da falta de oportunidades de emprego, de educação, de saúde e de recreação, assinala o Relatório.