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Mestres são “vendedores de desejos”, diz jornalista
A mídia exerce o papel de dizer o que as pessoas vão desejar, disse a jornalista e professora Thaís Furtado, do curso de Jornalismo da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), ao mostrar para colegas da instituição, na terça-feira, 31 de julho, a influência dos meios de comunicação de massa na educação.
Edelberto Behs
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
“A construção da identidade passa pelo consumo. O consumo resolve o ´dilema’ de apontar quem somos”, disse. Os gostos definem as pessoas, assim que o consumo passa a ser um caminho para o autoconhecimento. “Não do produto em si, mas pela relação que as pessoas têm com o produto, pelo desejar o produto”, explicou. “O que eu desejo me ajuda a dizer o que eu sou. O desejar ajuda a dizer que eu existo”, analisou. E é a mídia que indica às pessoas a decidirem o que vão desejar, enfatizou, lembrando que o consumismo está relacionado com sentimentos. Na educação, o mestre tem que ser um “vendedor de desejos”, definiu. Mas não todo o tipo de desejo, o que seria impossível, uma vez que o aluno chega na instituição trazendo na bagagem uma série de relações motivadas pelo desejo. Também porque o mestre só pode “vender” desejos que ele também tem. Estudantes devem ser estimulados a consumir ideias, a serem alguém. A universidade pode ser esse lugar, fora da mídia, onde os alunos vão buscar informações sobre os seus desejos. Mas ela só pode “vender” os desejos nos quais acredita, admoestou Thais. A professora pesquisa a relação da mídia e infância há mais de quatro anos, e escreveu dissertação de mestrado sobre o tema. Veja mais notícias de Edelberto Behs
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